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Neste
artigo de estreia no “Conexão Eleitor” não poderia deixar de lado o tema mais
comentado no mundo: A COVID 19.
É
claro que a pandemia interfere diretamente nas eleições que se aproximam e
devemos nos preparar para eventuais mudanças no calendário eleitoral.
Todo
ano eleitoral cria-se uma expectativa geral.
Aqueles
que aspiram uma vaga na Câmara Municipal, de longa data se preparam, muito
embora no ano de eleições o trabalho fica mais intenso por motivos mais que
justificáveis.
De
outra parte, o eleitor, que antigamente pensava em “política” apenas nos dias que
antecedem o dia da votação para escolha dos representantes, tem se mostrado
mais politizado e interessado nas questões da sua cidade e creditamos isso a
voz que se faz presente nas mídias sociais, canal que tem uma “via de mão dupla”
nos dias de hoje.
Pois
bem, tudo isso seria normal, se não fosse por algo que até poucos dias ninguém
poderia imaginar e que começou a tomar corpo em proporções gigantescas e reais.
Se
inicialmente a alta do dólar, a tensão no mercado financeiro, a suspensão as
aulas escolares, os empregos e negócios que movimentam o país preocupavam,
surge a inquietação com a alteração no calendário eleitoral.
Assim,
temos as seguintes questões: E se tal situação se estender até o início do
processo eleitoral? Teremos adiamento? Qual seria a data mais provável?
Sabemos
que a maioria dos candidatos nos municípios pequenos ainda prestigia e tem como
maior aliado a propaganda eleitoral feita na sua essência, ou seja, no corpo a corpo,
com reuniões em lugares fechados, apertos de mão e assim, contrariando todas as
recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Diante
desse panorama, seria factível que tivéssemos uma campanha eleitoral com o
candidato fazendo vídeos, utilizando quase que exclusivamente as redes sociais,
sem sair de casa, a fim de amenizar os impactos do Coronavírus (COVID19) que
cada vez mais preocupa a população mundial?
Ou
estaríamos na contramão, com a utilização daquele jargão político de que “vale
tudo, só não vale perder?
Parece
prematuro pensar em tudo isso, mas não devemos descartar a possibilidade de mudanças.
Aqueles que participarão do processo eleitoral devem considerar que fatores externos
que poderão ter reflexos diretos na forma de se fazer campanha, bem como em
eventual alteração na data.
A
Justiça Eleitoral começa a mostrar preocupação com um possível adiamento e
cogita realizar as eleições em dezembro de 2020, a fim de que não seja
necessário prorrogar mandatos que terminam em 31 de dezembro de 2020.
Alguns
preferem a prorrogação dos mandatos para o ano próximo ano (2021) e outros
ainda defendem a ideia de que seja tudo resolvido em 2022, onde teríamos
eleições para todos os cargos.
Vale
lembrar que a previsão é constitucional, e qualquer alteração demanda uma
proposta de Emenda, que possui um quórum mais robusto para aprovação.
Qualquer
decisão que se tome vai depender de um esforço comum entre todos os poderes,
pois neste momento o que se mostra mais acertado é a “solidariedade” e o bom
senso.
Vamos
aguardar!
texto publicado no site:
https://grudiario.com.br/os-reflexos-da-covid-19-nas-eleicoes-municipais
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